{"id":12177,"date":"2023-01-30T18:08:00","date_gmt":"2023-01-30T18:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bojornal.pt\/?p=12177"},"modified":"2023-02-04T12:01:45","modified_gmt":"2023-02-04T12:01:45","slug":"a-ida-ao-teatro-municipal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bojornal.pt\/?p=12177","title":{"rendered":"A ida ao Teatro Municipal"},"content":{"rendered":"\n<p>Os Contos Tradicionais<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"761\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/bojornal.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/received_857279452028827-761x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12228\" srcset=\"https:\/\/bojornal.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/received_857279452028827-761x1024.jpeg 761w, https:\/\/bojornal.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/received_857279452028827-223x300.jpeg 223w, https:\/\/bojornal.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/received_857279452028827-111x150.jpeg 111w, https:\/\/bojornal.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/received_857279452028827-768x1034.jpeg 768w, https:\/\/bojornal.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/received_857279452028827-1141x1536.jpeg 1141w, https:\/\/bojornal.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/received_857279452028827.jpeg 1169w\" sizes=\"auto, (max-width: 761px) 100vw, 761px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Na quinta-feira, 26 de janeiro 2023 eu e a minha turma fomos ao Teatro Municipal ouvir um contador de hist\u00f3rias onde contou Contos Tradicionais que eram incr\u00edveis. Este contador foi o melhor que eu alguma vez ouvira porque ele contava os Contos com entusiasmo e alegria. Eu acho que contar Contos Tradicionais \u00e9 a profiss\u00e3o adequada para este contador. Os Contos que eu e a minha turma ouvimos foram dois, o primeiro falava de uma fava e o segundo do Inimigo \u2013 o Diabo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Conto da fava falava de uma velhota pobre e o que a alimentava era a sua horta. A velhota por vezes passava dias sem comer. Esta era esperta porque para se distrair da fome, ela abria a porta porque sabia que uns rapazitos que passavam por l\u00e1 entravam e sentavam-se ao lado da lareira enorme, para ouvirem as hist\u00f3rias contadas pela velha. Passado alguns dias a velha voltava a abrir a porta e os rapazitos, como de costumo entravam e sentavam-se para ouvir novamente as suas hist\u00f3rias. Depois de ouvirem a hist\u00f3ria, um rapaz deu-lhe uma fava grande e seca para que a plantasse. E a velhota foi logo plant\u00e1-la de seguida foi para a cama dormir. Ela sonhou com favas e outros alimentos. Quando acordou pasmou-se com o seu jardim, ela at\u00e9 pensava que estava a sonhar porque a sua fava era enorme, tinha crescido at\u00e9 \u00e0s nuvens. Como ela gostava de um Santo que era S. Pedro ela subiu a faveira devagar e deu de caras com uma porta. Bateu \u00e0 porta e apareceu o S. Pedro que lhe perguntou o que l\u00e1 fazia. Ela disse-lhe que estava l\u00e1 para o conhecer. Depois da conversa o Santo reparou que a pobre velha n\u00e3o se alimentava. Assim, ele resolveu dar-lhe uma mesa pequenina e bastava apenas que dissesse \u201cp\u00f5e-te mesa\u201d para ter muita comida. A velhota desceu a faveira e quando p\u00f4s o p\u00e9 no ch\u00e3o tocou o sino da missa e ela foi a correr para a igreja. Ent\u00e3o, pediu \u00e0 sua amiga Joaquina que aguardasse e que n\u00e3o dissesse as palavras \u201cp\u00f5e-te mesa\u201d. Mas, a velhota virou costas, e a sua amiga n\u00e3o lhe obedeceu e disse \u201cp\u00f5e-te mesa\u201d e a mesa ficou repleta de comida. Ent\u00e3o, ela repetiu mais duas vezes. A Joaquina lembrou-se que em sua casa havia uma mesa igual e ela trocou-as. Quando a velha lhe pediu a mesa, a Joaquina deu-lhe a falsa. A pobre, mal chegou a casa disse \u201cp\u00f5e-te mesa\u201d mas nada, depois insistiu novamente e a mesa ficou igual. Foi a\u00ed que subiu a faveira e bateu \u00e0 porta, o Santo apareceu e a velha disse-lhe que a mesa estava enferrujada porque n\u00e3o obedecia \u00e0s ordens. Ent\u00e3o, o Santo deu-lhe um cordeiro e pediu-lhe para que dissesse \u201cmija dinheiro\u201d. A velha desceu a faveira e logo tocou o sino da missa. A velha mais uma vez teve que deixar o cordeiro \u00e0 Joaquina e disse-lhe para n\u00e3o dizer as palavras \u201cmija dinheiro\u201d e foi para a missa. A Joaquina disse as palavras e o cordeiro deu tr\u00eas moedas e ela repetiu. Ela lembrou-se que n\u00e3o podia dar o cordeiro m\u00e1gico \u00e0 velha. Ent\u00e3o, foi \u00e0 feira comprar um e deu-lho. A pobre foi para casa e disse \u00e0 custa \u201cmija dinheiro\u201d mas, n\u00e3o aconteceu nada. Ent\u00e3o, no dia seguinte voltou a subir a faveira e o Santo deu-lhe um pau e disse-lhe para dizer \u201ccomp\u00f5e-te pau\u201d. A velhota desceu a faveira e logo tocou o sino. E, mais uma vez, teve que deixar o pau com a Joaquina e disse-lhe para n\u00e3o dizer \u201ccomp\u00f5e-te pau\u201d. A Joaquina fez o contr\u00e1rio e disse as palavras. Este come\u00e7ou a dar-lhe nalgadas e Joaquina desatou a correr para a igreja, ajoelhou-se \u00e0 frente da velhota e jurou a p\u00e9 juntos que nunca mais lhe iria fazer mal. A velha saiu da igreja, pegou no cordeiro e na mesa, disse ao pau para que parasse de bater \u00e0 Joaquina, ele parou, e a pobre regressou a casa. Ela voltou a abrir a porta porque j\u00e1 tinha a sua mesa cheia de comida e bebidas. Os rapazitos entraram e comeram aquilo tudo.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda hist\u00f3ria falava do inimigo &#8211; o diabo que vivia no inferno. L\u00e1 havia pequenos inimigos. Eles tinham medo do mestre que era o diabo. Um dia, um dos pequenos inimigos disse ao mestre que no dia seguinte haveria uma festa numa vila. O mestre ficou content\u00edssimo porque sabia que na festa haveria vinho. No dia seguinte, ele foi \u00e0 vila para a conhecer melhor, entrou no caf\u00e9, pediu um copo de vinho e bebeu-o. Ele ficou-se por l\u00e1. Quando chegou a hora da festa, o diabo escondeu-se atr\u00e1s dos fardos, todo disfar\u00e7ado. Ele fez um buraco para conseguir ver tudo. Uns garotos que estavam na festa viram o buraco e umas pedras, ent\u00e3o jogaram. O garoto que, tinha tido a ideia de jogar, foi o primeiro a lan\u00e7ar a pedra e acertou em cheio no olho do diabo. O diabo levantou-se em desespero a esfregar o olho. Os garotos come\u00e7aram a fugir cada um para sua casa. Os pais dos garotos ouviram gritos e foram ver o que se passava, mas, n\u00e3o viram nada. Quando, o pai do menino que atirou a primeira pedra chegou a casa perguntou-lhe porque \u00e9 que no dia anterior estava a fugir para casa. Este disse-lhe que tinha visto um diabo a esfregar o olho. O pai disse-lhe que n\u00e3o podia beber muito vinho. E nunca mais se viu o diabo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contos tradicionais s\u00e3o muito melhores que os de hoje em dia porque s\u00e3o mais engra\u00e7ados, originais e criativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu aprendi que, os contos s\u00e3o muito melhores quando s\u00e3o contados por algu\u00e9m como este contador, porque assim podemos deixar voar a nossa imagina\u00e7\u00e3o\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><em>Maria Lu\u00eds<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em><strong>4\u00ba ano SE10<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Contos Tradicionais Na quinta-feira, 26 de janeiro 2023 eu e a minha turma fomos ao Teatro Municipal ouvir um contador de hist\u00f3rias onde contou Contos Tradicionais que eram incr\u00edveis. 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