Uma imagem vale por mil palavras…

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… agora tentem dizer isso com uma imagem! O desafio, lançado por Afonso Cruz esta quinta-feira à tarda na biblioteca da ESEG pretendia demonstrar que ilustração e texto se complementam, o que é verdade, tanto mais na sua obra. Que os “complexos” dos leitores adultos em relação às imagens, mesmo às imagens que ilustram histórias ditas sérias, como romances, são evidentes, o que não se passa em relação ao público infantil, menos preconceituoso a esse – e a outros níveis. Daí insistir nas imagens – é um ilustrador de mão cheia e, à laia de exemplo, o desenho que fez de António Lobo Antunes para a edição de Outubro da revista Estante -, que são amigas do texto. Está claro, para o autor de personagens como Fazal Elahi, Bibi, Dilawar, ou, Antónia, Rosa, João Lucas Marcos Mateus e o estonteante professor Borja as viagens são importantes («- As nossas veias estendem-se por muitos lugares», in Para onde vão os guarda-chuvas), daí que no seu universo literário caiba o Paquistão e a Índia, e caiba Jerusalém numa aldeia no Alentejo, e caiba uma ligação improvável de Dresden com Paris e caibam metáforas em parágrafos como gavetas que deslizam suavemente para dentro de cómodas, e caibam os elementos básicos da filosofia de Warburton: Deus, o sentido da existência humana, Razão e Fé, o bem e o mal, a liberdade humana. Nos almoços dos “novos deipnosofistas”, em casa de Miss Whitmore, discute-se a questão da identidade ou da origem e natureza do conhecimento, corrige-se Aristóteles, esclarecem-se nomes diferentes que dizem as mesmas coisas. A casa de Miss Whitmore é um pretexto para divagações de ordem filosófica, é o lado ensaístico da obra de Afonso Cruz, que carrega as palavras com a pressão certa, é isso, carrega nas palavras só até onde é preciso. Foi por isso uma tarde que passou demasiado rápido para todos aqueles que nos deslocámos à BE para escutar o autor falar sobre si, sobre os livros que escreve e desenha, sobre a visão que tem da sua escrita e como as diferentes artes se complementam na sua obra, melhor, na sua vida: literatura, música, ilustração, produção de cerveja artesanal. Depois da introdução musical -a cargo de Inês Veloso (Voz), Diogo Bento (Violino) e João Amaro (Viola) – a coordenadora da BE, professora Maria do Céu Afonso, explicou a razão do encontro: “aproximar os escritores dos leitores”. Claro, ver de perto o escritor com argola na orelha foi mesmo “cool” e pode ser meio caminho andado para pegarmos nos seus livros e, simplesmente, lê-los.

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