Festa

Há aquelas a quem já não é possível dizê-lo. Há aquelas a quem nunca foi possível dizê-lo. Há aquelas a quem nunca foi possível dizê-lo bem. Há aquelas a quem gostaríamos de o dizer mais uma vez. As que já não compreendem o que se lhes pretende dizer. As que dão a impressão de não se preocupar com isso. As que só os filhos podem dizê-lo porque o pai já não está presente. As que que sofrem por não se sentir “à altura”. As que vão sê-lo pela primeira vez. As que o foram, mas que deixaram de o ser porque o seu filho partiu, foi retirado, desaparecido por tantas causas desumanas.
Há as bem- aventuradas, as felizes e radiosas; há as que sofrem, as negligenciadas, as esquecidas à margem da opulência ou da alegria.
A todas as Sílvias, Déboras, Marias, Elisabetes, Anas, Joanas, Lauras, Raqueis, Fátimas, Felicidades … Como um rosário de flores de primavera, a todas, equitativamente, decididamente, apesar do pior por vezes, por causa do melhor muitas vezes : Boa FESTA DAS MÃES!

Adriano Valadar  03.05.15

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